De onde vieste, minha filha amada?
De que estrela vieste, dessas tantas
Que do espaço na cúpula azulada
Florescem meigas, luminosas, santas?
Era um rosal florido a madrugada!
No azul que rosas, e na terra quantas,
Pela brancura límpida da estrada
Da qual neste momento me levantas.
Vieste por certo da formosa Estrela
D’Alva, que maio abriu; viste daquela
Toda prata e cristal, que no alto brilha.
Como um relógio que me chama à vida,
Principalmente agora, ó alma querida,
Que tenho mais uma formosa filha!...