Eu te quero, Maria, entre os meus braços,
Para que junto ao teu cheiroso peito,
Possa o meu coração achar um leito
Como uma freira amainando-lhe os cansaços...
E eu vim de percorrer largos espaços;
Vim de errar pelos campos, de tal jeito,
Que já senti o coração aflito
Aos abrasantes, cálidos mormaços...
E quem procura achar um leito morno,
Sente, em redor de si, de si em torno,
Uma esperança as asas espalmando...
E embora morra (Que bonita morte!)
Fecha os olhos, sereno, de tal sorte,
Que até mesmo parece estar sonhando.