Há corações que nunca floresceram;
E muitos há que nunca deram frutos...
E, no entanto, dos astros impolutos
Vieram para o mundo, e aqui nasceram.
São corações malditos, que se encheram
De tenebrosos e sinistros lutos...
Vieram brutos e ficaram brutos;
E nem mesmo no amor se conheceram.
Por esses corações vivo clamando,
Vivo lágrimas cruas derramando,
Porque não sei se o meu, também, num dia,
Veio de luto lúgubre vestido,
Ou se na terra já viveu florido,
Ou se teve alguma hora de alegria.