Que mais desejas, flor de que vive aquela alma,
Se, pela tua porta, a luz entra, a cantar,
Quando a rósea manhã se estende, doce e calma,
Como um manto piedoso e vai da serra ao mar?
Que mais desejas, flor da mais virente palma,
Se, em teus alvos lençóis, como feitos de luar,
O perfume do trevo e do cravo se espalma,
E parece o teu corpo esvelto esculturar?
Que mais desejas, flor, ó lírio azul dos vales!
Se não sofres da vida os aflitivos males,
Antes ouves dessa alma a dúlcida linguagem?
Deixa que o palhabote enfune as velas brancas,
E vá por esse mar de alegres vagas francas,
E o comande quem leva ao peito a tua imagem...