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1865–1927

Ciumenta

Juvêncio de Araújo Figueredo

Que mais desejas, flor de que vive aquela alma, Se, pela tua porta, a luz entra, a cantar, Quando a rósea manhã se estende, doce e calma, Como um manto piedoso e vai da serra ao mar?

Que mais desejas, flor da mais virente palma, Se, em teus alvos lençóis, como feitos de luar, O perfume do trevo e do cravo se espalma, E parece o teu corpo esvelto esculturar?

Que mais desejas, flor, ó lírio azul dos vales! Se não sofres da vida os aflitivos males, Antes ouves dessa alma a dúlcida linguagem? Deixa que o palhabote enfune as velas brancas,

E vá por esse mar de alegres vagas francas, E o comande quem leva ao peito a tua imagem...

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Ciumenta · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove