Rita fora tirar mariscos ao mar-grosso,
Para dar de comer aos pequeninos filhos
Que eram, do seu amor, os mais fortes cadilhos
Numa pobreza atroz, de sombras de arcabouço.
Prendeu um samburá à curva do pescoço,
E buscou do rochedo os últimos rastilhos,
Temendo o grande mar que, em cada vaga, trilhos
Abre a cada momento. E cada vaga é um poço.
Mas uma vaga veio; e mais outras... Montanhas
De água vieram... E treme o seu peito de estranhas,
Profundas emoções! Ei-la, agora, rolando
Por esse mar revolto! (Ah! tristíssima cena!)
Com um trapo da saia ela, cheia de pena,
Diz aos filhos adeus, e estes choram, gritando!...