Quem tem uns braços como protetores,
Como amparos na vida irresoluta,
Não sente mágoas e não sente dores,
Abre o peito sereno para a luta.
Avança como os rijos gladiadores,
Pelejando no campo da disputa;
E não recua ao toque dos tambores,
E ao retinir da forte espada astuta.
Assim, jamais recuarei, se tenho
Em vós, da fortaleza todo o engenho;
Se de vós vem o arrimo aos meus cansaços;
Se em vós possuo a proteção mais forte;
Se em vós confio, até na própria morte,
Ó braços protetores dos meus braços!