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1865–1927

Braços

Juvêncio de Araújo Figueredo

Quem tem uns braços como protetores, Como amparos na vida irresoluta, Não sente mágoas e não sente dores, Abre o peito sereno para a luta.

Avança como os rijos gladiadores, Pelejando no campo da disputa; E não recua ao toque dos tambores, E ao retinir da forte espada astuta.

Assim, jamais recuarei, se tenho Em vós, da fortaleza todo o engenho; Se de vós vem o arrimo aos meus cansaços; Se em vós possuo a proteção mais forte;

Se em vós confio, até na própria morte, Ó braços protetores dos meus braços!

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Braços · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove