O velho Estêvão conta uma enfiada de anos!
Mas como forte está! De calça azul e gorro.
Desce ou sobe, apressado, os caminhos do morro,
E nunca teve na alma os fatais desenganos...
Dos Farrapos e seus heroísmos soberanos,
Conta a história cruel. Toda a sua alma é um jorro
De alta clarividência. E eu aos seus braços corro
Para lhe perceber os milhares de arcanos...
Que vida singular, a dele! E que saúde,
Quando a sorte lhe fora austeramente rude,
Sobre as ondas do mar, numa eterna jornada!
Mas, forte que ainda está! É rijo como um feixe!
Rega, a tragos de pinga, o seu caldo de peixe
Preparado com salsa e farinha torrada.