Fita as Estrelas límpidas do espaço;
Vê como fulgem, como são brilhantes!
Ergue para elas o teu pobre braço;
E procura tocá-las, por instantes.
Mas sentirás tristíssimo cansaço,
Horas e horas de anseios fatigantes!
Que longe está do azul todo o regaço!
Como estão as estrelas tão distantes!
Ah! entretanto, para a gente tê-las,
Para a gente sentir essas estrelas,
E por elas viajar bem satisfeito,
Basta esperar, basta ter fé e crença,
E ter a alma na luz do amor suspensa,
E as mãos hirtas cruzadas sobre o peito.