A tua boca rubra e o teu olhar tão belo!
A tua boca mordo e em teu olhar me inflamo,
Cheio de ânsias, febril, alma eivada de zelo,
Porque te quero, assim, e te desejo e te amo.
É noite de veludo o teu lindo cabelo.
Que de beijos estrelo e, abrasado, reclamo,
Às vezes a sentir as torturas de Otelo,
E outras vezes tão bom, que de ovelha me chamo.
E dessas mãos de jaspe os delicados dedos
São as chaves leais dos múltiplos segredos
Que guardo no meu peito, a formidáveis cunhas...
E em cada dedo tens a atração misteriosa
De uma lua a crescer nas linhas cor de rosa
Das conchas sensuais e brunidas das unhas