Relevos de luar através das ramagens
Das árvores que a noite enchia de perfumes.
Nas lagoas azuis, que límpidas miragens,
Na planície do mar, que pequeninos lumes!
Sombras de muita gente: as linhas das paisagens;
Estrelas sobre a terra: os ágeis vagalumes:
E as nuvens colossais: alígeras imagens
De elefantes descendo os alterosos cumes...
E nessa confusão de cousas assombrosas,
O vento galopava, em sanhas voluptuosas,
Através dos matais, dos campos, das videiras...
Nessa noite também, meu cavalo murzelo
Levava na garupa, a galopar, em pelo,
E a lhe trançar a crina, um rol de feiticeiras!