Flora amava o José com enternecimento;
E o rapaz, de feliz, era um dia de sol.
Trazia a rapariga atada ao pensamento,
Como a uma ramada os fios do aranhol.
Mas, chegada que foi Andrésia, num momento,
E ao ver-lhe do cabelo o fulvo caracol,
E os olhos de um contínuo e doce movimento,
Eis o rapaz lembrando um peixe num anzol.
Alma toda ideal, alma-flâmula branca,
Aberta, desfraldada e eternamente franca,
Estendeu, a cantar, a curva dos seus braços;
E às duas foi mostrando, alegre, satisfeito,
O segredo do amor, guardado no seu peito,
Onde o seu coração se abrira em dois pedaços!