Olá gente da praia! Olá! gente da salga
Do peixe que reluz na areia!... Que folia
Anda pelo Pontal, e os altos morros galga,
E contorna, ao clarão do céu, a freguesia!...
Lá vem, caminho abaixo, e um burrico cavalga,
Todo bamboleante, o filho da Luzia.
Vem uns peixes comprar, para pô-los à malga,
Com rodas de cebola e salsa, ao fim do dia.
E o sol, nessa manhã inefável e bela,
Punha em toda a extensão das linhas da aquarela,
Fulgidíssimos tons de lumaréus sangrentos...
E, no tostão da praia, as vagas rumorosas,
Abriam-se de quando em quando, em grandes rosas,
Sob as asas sutis e céleres dos ventos.