Faceira, de uma forma encantadora, a Rita
Ia comigo à praia e comigo cantava...
Para lhe ouvir, então, a voz clara e bonita
Quanta gente na praia, em cheio, se agrupava...
De tamancos de ourelo e vestido de chita,
E tranças sobre a espádua, e uma flor que brotava
Na linda boca, e aquele olhar de luz bendita,
Ela, a flor singular da praia, se julgava.
Ainda há quem tenha n’alma, esbatida em saudade,
A noite em que ela foi, à mansa claridade
Da lua, à pescaria, o peito unido ao meu...
Desprendidos, depois, de samburá às costas,
Corremos pela sombra, em contínuas apostas...
Mas quem ganhou, beijando-a, as apostas, fui eu.