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1865–1927

Apartamento

Juvêncio de Araújo Figueredo

Por um dia de abril, fez-se ao largo um patacho, Velas brancas ao vento, às propícias rajadas... E o sol, entre rubis, no ocaso, como um facho, Entornava clarões nas amplas esplanadas.

Ali brilhava o mar; aqui brilhava o riacho; E o poeirento areal das compridas estradas... E a esmeralda da relva a florescer, por baixo Das cercas, que primor! Mas, nas almas caladas,

De dois peitos que o amor unira, que tristeza! Na que partira, a luz da própria natureza Tinha uns laivos de dor e de desolamento... E então, da que ficara ereta, a prumo, sobre

A pedra do pontal, a voz lembrava um dobre De um sino no torreão sombrio de um convento...

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