Por um dia de abril, fez-se ao largo um patacho,
Velas brancas ao vento, às propícias rajadas...
E o sol, entre rubis, no ocaso, como um facho,
Entornava clarões nas amplas esplanadas.
Ali brilhava o mar; aqui brilhava o riacho;
E o poeirento areal das compridas estradas...
E a esmeralda da relva a florescer, por baixo
Das cercas, que primor! Mas, nas almas caladas,
De dois peitos que o amor unira, que tristeza!
Na que partira, a luz da própria natureza
Tinha uns laivos de dor e de desolamento...
E então, da que ficara ereta, a prumo, sobre
A pedra do pontal, a voz lembrava um dobre
De um sino no torreão sombrio de um convento...