Eis minh’alma, Valésia, ajoelhada a teu lado
Numa contemplação quase religiosa.
Bebe minh’alma todo o aroma imaculado
Da tua boca igual ao cálice da rosa.
Dos teus olhos contempla o clarão abençoado;
E essa cabeça altiva, esvelta e carinhosa;
E nos teus seios sente a frescura de um prado,
E beija as tuas mãos de opala primorosa.
Ora, tudo isso cabe em minh’alma; e mais tudo
Que no céu resplandece, em mantos de veludo;
E no mar, e no campo, e nas altas montanhas...
E minh’alma palpita, anseia, vibra e canta,
O meu amor! O meu ideal! O minha santa!
Quando por esta praia afora me acompanhas.