Ao prendê-la nos seus braços febricitantes,
Beijou-lhe a trança negra e a boca perfumada,
E as mãos... (Ah! como dói às almas dos amantes
Uma separação assim precipitada!)
Caía a tarde sobre as montanhas distantes,
E, na praia tão branca, alvadia e lavada,
Os rendilhos da espuma abriam-se, flamantes,
Sob a brusca pressão da rígida nortada.
E, num barco, a correr nas vagas buliçosas
Partiu... Quanta amargura e lágrimas custosas,
Naquele coração tristíssimo, inditoso!
No mar alto, porém, ao resplendor dos astros,
Num contínuo bailado, em derredor dos mastros,
Cada gaivota branca era um lenço saudoso!