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1865–1927

Ao partir

Juvêncio de Araújo Figueredo

Parto! Não chores mais! Não te consumas Como a formosa Catarina, quando Partiu-lhe o amante, límpido, sulcando Do mar revolto as vagas e as espumas.

Essas tranças que tu ao colo arrumas, Não quero ver em pranto se banhando; Nem teu lenço alvadio me acenando Longos adeuses, através das brumas...

Que te serve chorar um pranto amargo, Se não te escuta o mar, profundo e largo; Se não responde, ingrato, aos teus desvelos? Chorar, eu! porque além de ti, que és minha,

Deixo doente, a um canto, uma velhinha Que ainda agora beijou os meus cabelos!

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Ao partir · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove