Parto! Não chores mais! Não te consumas
Como a formosa Catarina, quando
Partiu-lhe o amante, límpido, sulcando
Do mar revolto as vagas e as espumas.
Essas tranças que tu ao colo arrumas,
Não quero ver em pranto se banhando;
Nem teu lenço alvadio me acenando
Longos adeuses, através das brumas...
Que te serve chorar um pranto amargo,
Se não te escuta o mar, profundo e largo;
Se não responde, ingrato, aos teus desvelos?
Chorar, eu! porque além de ti, que és minha,
Deixo doente, a um canto, uma velhinha
Que ainda agora beijou os meus cabelos!