Que um dia tombarás à sombra de um jazigo,
Bem sei, meu coração. Saudoso tombarás.
Da morte no regaço eterno, nesse abrigo
De tudo quanto é sonho, ou convulsivos ais!
Mas tu, meu coração, sempre leal amigo
Da eleita da tua alma ainda continuarás?
Dela que te quer tanto e anda sempre contigo,
Por estradas de sol, ou de trevas letais?
Calado ficarás, ao veres-me calado...
Pois toda a tua essência há de ao céu constelado
Evolar-se, sutil, em busca do Mistério...
E se não fosse assim, que profunda agonia!
Chorarias por ela, aflito, noite e dia,
Na atra desolação do frio cemitério.