Eu sempre disse que por essas plagas
Sem limites, sem termo, no infinito,
Sob noites tristíssimas, pressagas,
Meu coração errou como um proscrito.
Nessas regiões, a muitos olhos vagos,
Meu coração errou, de grito em grito;
Mas, entrando na luz, viu cousas magas:
Viu almas virgens, num solar bendito.
E quando teve que voltar, num dia
Que lhe fora marcado, na harmonia
Do destino, voltou... E de lá veio,
Ao lado dele, o seu olhar tão franco;
E a sua boca em mel, e o colo branco,
Com um botão de rosa em cada seio.