Antônio, a tua terra, além-mar, que formosa
Terra de amores! Quem pudesse visitá-la,
Por uma tarde toda azul e perfumosa,
Descida sobre o Tejo, em praias cor de opala.
Quem fosse a tua terra e ouvisse a murmurosa
Água do Tejo! Quem corresse a contemplá-la!
Também, da Estrela-d’alva a luz maravilhosa!
E quem pudesse, ainda, entre sonhos, gozá-la!
Eu, que te quero tanto, Antônio, passearia
Contigo, entre os trigais e as vinhas, na alegria
De te escutar, ao fado, à sombra de um carvalho...
E virias, depois, à hora em que desmaia
O sol da minha terra, a esta florida praia,
Onde vibro a viola e canto o sarrabalho.