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1865–1927

Antônio nobre

Juvêncio de Araújo Figueredo

Antônio, a tua terra, além-mar, que formosa Terra de amores! Quem pudesse visitá-la, Por uma tarde toda azul e perfumosa, Descida sobre o Tejo, em praias cor de opala.

Quem fosse a tua terra e ouvisse a murmurosa Água do Tejo! Quem corresse a contemplá-la! Também, da Estrela-d’alva a luz maravilhosa! E quem pudesse, ainda, entre sonhos, gozá-la!

Eu, que te quero tanto, Antônio, passearia Contigo, entre os trigais e as vinhas, na alegria De te escutar, ao fado, à sombra de um carvalho... E virias, depois, à hora em que desmaia

O sol da minha terra, a esta florida praia, Onde vibro a viola e canto o sarrabalho.

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Antônio nobre · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove