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1865–1927

Antônio

Juvêncio de Araújo Figueredo

Antônio, se me vires bem velhinho, Com as passadas trêmulas, não deixa O teu avô cair pelo caminho; E ouve-lhe, neto, a sua triste queixa...

E eu velhinho já sou, tenho a madeixa Toda tão branca como o próprio linho. E quantas mágoas a minh’alma enfeixa, Como o rosário azul de um capuchinho.

E se eu chegar a ter oitenta anos, Nessa quadra terás apenas vinte, E ainda por ti, meu neto, os desenganos Passado não terão. Por isso, quando

Eu os anseios últimos te pinte, Irás entre os teus braços me amparando.

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Antônio · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove