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1865–1927

Antônio

Juvêncio de Araújo Figueredo

Quando eu mais do que hei sido for lançado Às calúnias horríveis, às intrigas, Abre-me, filho, as tuas mãos amigas, E eu me veja por elas amparado.

À luz do teu olhar seja eu guiado Para os trigais do amor, de áureas espigas... E que me sigas a cantar, me sigas Se o caminho estiver abandonado!...

Como o Santo da Lenda, o meigo Santo Que o próprio pai livrou da forca, enquanto No púlpito rezava uma oração, Livra a minh’alma aflita, por piedade,

Das esponjas molhadas na crueldade... E ande eu velhinho pela tua mão!

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Antônio · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove