Essa que ao coração me fala, quando
Me vejo triste, imensamente triste,
Não desceu a este mundo miserando
Senão na luz que no alto céu existe.
E, portanto, feliz, e peito brando,
É quem as ânsias da minha alma assiste,
Afastando-a do assalto formidando
Da dor que fere como lança em riste.
Vejo-a na estrada aspérrima do mundo,
Sempre bondade, sempre amor fecundo,
Sempre a pedir a luz desses espaços...
E ao vê-la, assim, nessa ideal beleza,
Não maldigo esta vida, na certeza
De me ver amparado nos seus braços.