Ela nasceu em julho. E que frio fazia!
Lá fora, o vento sul as vagas encrespava...
Mas, a nossa filhinha, entre painas dormia
Tranquilamente, assim... e, sorrindo, sonhava.
E com quem nossa filha amada sonharia?
Sabe-o Deus, pois alguém das nuvens a espreitava,
Enquanto o vento sul lá por fora bramia,
E o nosso coração no seu berço cantava.
Mas seis meses, depois, por uma linda tarde
Em que o querido sol com mais flamâncias arde,
Dos olhos de Zarina os místicos fulgores
Fugiram para sempre... E, agora, ei-la num leito,
De espada ao coração e mãos em cruz no peito,
A lembrar, nossa filha, a Senhora das Dores!