Eis-me junto de um túmulo fechado,
Onde reclino a fronte quase fria.
Quero escutar, digo eu, a litania
De um coração que aqui jaz enterrado.
Nisso, de dentro, parte um som magoado,
De uma profunda e vaga nostalgia.
Quem és? E o som responde-me: — Maria,
A tua filha, o teu amor sonhado!
Um frio, então, tragicamente horrendo,
Passa-me os ossos; e me vai roendo
As carnes que afinal se espedaçavam!
Mas fiquei por saber se o som tristonho
Era o dessa ovelhinha, n’algum sonho,
Ou era o dos vermes que de mim zombavam!