Se as desoladas pedras dos caminhos
Vivem seguidamente a se encontrar,
Através da poeira, ou dos espinhos,
E às vezes pelas praias, junto ao mar.
Se de outra forma, cheias de carinhos,
Buscam intimamente se falar,
Ora sob o clarão de céus de arminhos,
Ora à chuva que cai, para as cavar...
Ah! quanto mais as almas das criaturas,
Emigradas das límpidas alturas
Ou para lá seguindo, em plena graça.
E as nossas almas, livres, se encontraram;
E, dos sonhos felizes que sonharam,
Fez-se na terra o amor que as entrelaça.