Quando, na primavera, os laranjais floriam,
E ouvia-se o rumor dos ninhos nas estradas,
Os pássaros joviais, cantando, apareciam,
Se nos viam, na praia, almas entrelaçadas!
E os pássaros, dos teus olhos bem me diziam
Palavra de mistério... E nas asas iriadas
Da tua alma gentil, estes meus olhos viam
O esplendor das manhãs e das tardes doiradas.
Quem, volvendo ao passado, à virgem mocidade,
Não terá, como eu tenho, uma grande saudade
Pela vida de dois corações tão felizes?
E és tu que, embora morta, andas seguidamente
Desse tempo a rever a quadra florescente,
E do trigal do amor a regar as raízes...