“Quando eu morrer, dizia a pobre velha Armanda,
O meu desejo é ter o meu corpo enterrado
Na sepultura em que meu filho muito amado
Dorme, na Ilha do Largo, ali, naquela banda”:
Os dias foram vindo... E a pobre velha Armanda,
Numa flórea manhã de céu imaculado.
Fechou, para este mundo, o seu olhar cansado...
Mas não foi enterrada ali naquela banda.
Por isso, nessa praia em curva, toda a gente
Vive cheia de horror... É que, na praia, rente
Aos sulcos das marés de lua, desolada,
Do silêncio da noite entre as neblinas frias,
Nos chamalotes de ouro em pó das ardentias,
Passa, como uma sombra, aquela alma penada...