Morram todas as flores deste mundo,
Mordidas por um sol impenitente;
Desde os campos ao grande mar profundo,
Desde o Levante às plagas do Ocidente.
E morra o mar, também, manso ou iracundo;
E os montes morram convulsivamente,
E morra o trigo; torne-se infecundo;
E as aves morram, morram num repente.
E a luz do sol, que morra soluçando;
E a lua albente que se vá finando,
Como se fosse bolha de sabão...
No entanto ficará de pé, no espaço,
A alma branca e feliz, erguendo o braço...
Pois morrerás, também, ó coração!