Vieste da linda Itália, em cujas praias treme
Um mar dentro do qual há céus sempre azulados,
E de lá me trouxeste uns sonhos adorados,
Ó meu amor! Ó meu amor! Querido amor!
Toda a voz desse mar, quando o teu peito freme
De desejos febris, escuto com cuidados.
Tua boca é uma concha; e os teus lábios, rosados,
Fazem lembrar corais que não mudam de cor.
E se na Itália é doce o luar sobre as ondas;
E é doce o sol na rica abastança das mondas
Do trigo, e nos vinhais de pródigas raízes;
Meu amor! Meu amor! Nos teus olhos, com calma,
O luar bate em cheio; e o sol te bate na alma,
Na aliança eternal de dois peitos felizes.