Skip to content
1865–1927

Aliança

Juvêncio de Araújo Figueredo

Vieste da linda Itália, em cujas praias treme Um mar dentro do qual há céus sempre azulados, E de lá me trouxeste uns sonhos adorados, Ó meu amor! Ó meu amor! Querido amor!

Toda a voz desse mar, quando o teu peito freme De desejos febris, escuto com cuidados. Tua boca é uma concha; e os teus lábios, rosados, Fazem lembrar corais que não mudam de cor.

E se na Itália é doce o luar sobre as ondas; E é doce o sol na rica abastança das mondas Do trigo, e nos vinhais de pródigas raízes; Meu amor! Meu amor! Nos teus olhos, com calma,

O luar bate em cheio; e o sol te bate na alma, Na aliança eternal de dois peitos felizes.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Aliança · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove