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1865–1927

Água corrente

Juvêncio de Araújo Figueredo

Na tua boca há vagos marulhejos De violinos vibrados na quietude Abençoada e sã dos lugarejos, Onde tudo palpita de saúde.

Na tua boca o roseiral dos beijos Espalha o pólen de ouro da virtude, E pairam cantos, diáfanos adejos De risos que jamais contá-los pude.

Boca formosa, de dourados favos; A tua boca embriaga e faz escravos Os rudes corações, por mais insanos... E lembra, faz lembrar a água corrente,

À flor da terra, embora ao sol ardente, Numa jornada de esquecidos anos.

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