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1865–1927

Aflito

Juvêncio de Araújo Figueredo

Para a luz dos teus olhos corro aflito; Corro nas ondas das profundas mágoas, Como corri nas torturosas águas Do mar, de encontro às rochas de granito.

Gemo, anseio, soluço, choro e grito... E como o triste náufrago, nas fráguas, Essas ânsias revejo; na alma trago-as, Sob a mudez sombria do infinito.

Mas, ao correr à luz de uns olhos belos Quais são os teus, percebo-lhe os desvelos; Busco-lhe a meiga e clara suavidade, Bem como se eu de novo naufragasse,

E ao sol pedisse a luz, que me amparasse O peito, as mãos, e os pés, por caridade.

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