O antigo marinheiro está quase morrendo
No seu rancho de palha. Ai! pobre do velhinho!
Setenta anos já fez. E viveu percorrendo
Das tristes ilusões o infindável caminho.
E agora, à luz do sol, que se vai distendendo
Pelas praias e campos, existe um burburinho
De povo que o deplora. E o povo vai correndo
Para a morte assistir do seu melhor vizinho.
Numa lancha que dobra, então, toda a enseada,
Velas brancas ao vento, aos beijos da nortada,
Cinge o vigário ao peito a sua linda estola.
E, logo, pela praia encantadora e bela,
Numa voz de oração, o povo segue, a Umbela,
— Flor de sangue entreabrindo a rútila corola.