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1865–1927

A um irmão

Juvêncio de Araújo Figueredo

Nunca a esmola por ti seja negada; Nunca feches os olhos à pobreza, Porque tu andas pela mesma estrada, Pois uma só é a imensa natureza.

Quer busques a montanha, ou a esplanada; Quer as praias do mar; quer a beleza Dos campos; quer a abóbada azulada, Quer da terra a sombria profundeza...

Não sairás da estrada dos pedintes, Embora o mundo de outra forma pintes, Embora o vejas cheio de matizes... Quantos pedintes! (Há-os em abundância)

Sem viverem na austera mendicância, E parecendo aos outros uns felizes!

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