Nunca a esmola por ti seja negada;
Nunca feches os olhos à pobreza,
Porque tu andas pela mesma estrada,
Pois uma só é a imensa natureza.
Quer busques a montanha, ou a esplanada;
Quer as praias do mar; quer a beleza
Dos campos; quer a abóbada azulada,
Quer da terra a sombria profundeza...
Não sairás da estrada dos pedintes,
Embora o mundo de outra forma pintes,
Embora o vejas cheio de matizes...
Quantos pedintes! (Há-os em abundância)
Sem viverem na austera mendicância,
E parecendo aos outros uns felizes!