Se a sombra que te segue, noite e dia,
Ora ao teu lado esquerdo, ora ao direito;
Ora diante do teu próprio peito;
Ora atrás dos teus ombros, fugidia...
Se a sombra que te segue, noite e dia,
Ora alegre, talvez! Ou com o aspecto
De causar medo, de causar respeito,
Uma vez te falasse, o que diria?
Ah! essa sombra que, dessa maneira,
Te segue o corpo, pela vida inteira,
Desde a infância à velhice, ao extremo norte...
Ela nunca diria cousa alguma,
Como a tua alma que não sabe, em suma,
Por que caminhos andará na morte.