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1865–1927

A promessa

Juvêncio de Araújo Figueredo

Meu pai e minha mãe passam pelo caminho... É uma touca de neve a cabecinha dela! E a dele também é! Talvez não haja linho Mais alvo numa fonte, enxaguado em barrela.

Lembra um vime a tremer, o corpo do velhinho E o dela também treme... Ambos vão à capela Do Senhor do Bonfim levar, devagarinho, Um coração de massa e uma bonita vela.

Eles querem morrer tranquilos, sossegados; Não querem ser, na paz da morte, despertados Por dívida qualquer, que lhes ensombre a sorte. Pois toda alma que deve anda de cruz aos ombros,

Nos abismos fatais, nos rústicos escombros Do caminho da vida, ou no da própria morte.

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