Neste lugar, a gente esquece quase o mundo.
E sente o coração num êxtase bendito!
Fitando o largo mar que se arrepela, aflito.
A alma foge à tristeza e ao tormento profundo!
No mar, por mais austero e por mais iracundo,
Ou calmo como um lago onde não haja um grito,
Toda a nossa alma sente um sonho de infinito.
Sonho cheio de luz e dessa luz fecundo.
Brama a lestada ou corra o azeite da bonança,
As velas sobre o mar são todas de esperança...
E eu até aos faróis atentamente as sigo!
Vão, assim, pelo azul de todas as distâncias,
Como se vão pelo ar as nossas pobres ânsias.
Para os faróis do céu, à procura de abrigo!