Que saudades nos faz o sino da capela
Naquele morro triste! À plangência do sino
É que a vimos partir, a nossa filha, aquela
Que primeiro nos fez andarem desatino.
Vida de nossa vida, angélica e singela,
Num caixão de veludo, o seu rosto divino
Tinha o branco esplendor do azul que se constela,
A brilhar através do espaço cristalino.
Ia nesse caixão o seu corpo estendido...
E sua alma louçã em que leito florido
Dormiria nessa hora? E, se acaso, pelo ar,
Voasse? Ah! talvez fosse a ave que, neste instante,
Vimos ao sol, à luz da tarde agonizante,
Meiga e serena, abrindo as asas sobre o mar!