Skip to content
1865–1927

A música dos sinos

Juvêncio de Araújo Figueredo

Ah! quando o sino, emocional, bimbalha: Blim-de-blim! Blim-de-blim! divinamente, (Se é manhã) pelo calmo azul se espalha Uma alegria de encantar a gente.

Ah! quando o sino, emocional, bimbalha: Blim-de-blim! blim-de-blim! divinamente, (Se é à tarde) o nosso peito se agasalha Nos eflúvios do , fremente!

Mas quando o sino de uma igreja tange: Dlom-dlom! dlom-dlom! Toda a nossa alma abrange Uma roxa saudade indefinida! É que o dlom-dlom do sino de uma igreja

Lembra o bater de uma ave que voeja Sobre os últimos dias desta vida!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.