Skip to content
1865–1927

À meia-noite

Juvêncio de Araújo Figueredo

Tudo, ao soar das doze badaladas, Tudo emudece: — o mar, o campo, o rio... Ficam, na noite, as árvores, caladas; Nem há no espaço um leve murmúrio.

Unidas ficam as aves, sossegadas. Como se houvesse um formidável frio! E as almas ficam como que apagadas, Num sentimento trágico e sombrio.

É meia-noite! O espírito das cousas Dorme na densa solidão das lousas, Dorme sinistramente, no momento Em que por sobre o mundo nos parece

Descer, como de fato, desce... desce... Dos céus um fundo e amargo esquecimento.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
À meia-noite · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove