Skip to content
1865–1927

A louca do Itajaí

Juvêncio de Araújo Figueredo

Quando o Pedro partiu para os mares do norte, Já toda a gente via uma grande desdita... Lamentava-se, então, profundamente, a sorte Da mulher do barqueiro... e que mulher bonita!

“Talvez sua alma tanta angústia não suporte! Pois a separação sempre nos precipita Numa saudade amarga, igual a que na morte Tanto nos acabrunha e tanto nos agita”.

E partiu o rapaz, depois de alguns abraços E alguns beijos de fogo, e promessas de laços De fitas a Jesus, se bem cedo voltasse... Mas não voltou. Porém a mulher o procura,

Quer brilhe a pino o sol, quer caia a noite escura, E lhe são um rosário as lágrimas na face.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
A louca do Itajaí · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove