Que não se crestem já os roseirais
Dessas lindas e límpidas estradas
Por onde andei rimando madrigais
Nos olhares das minhas bem-amadas.
E não se crestem esses laranjais,
E as madressilvas brancas, perfumadas;
Nem emudeçam esses sabiás,
E as águas dessas fontes sossegadas.
Nada, à luz desse sol, nada se creste,
Nem emudeça, no lugar agreste
Em que, feliz, passei a mocidade.
Ah! que tudo isso fique me esperando,
Na hora em que eu for do mundo me afastando,
Embora cheio da maior saudade.