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1865–1927

A fé

Juvêncio de Araújo Figueredo

Feliz quem pela fé, sem vacilar, caminha, Seja-lhe o próprio mundo um deserto medonho. Temos na fé sublime a luz do nosso sonho, E nenhum coração diante dela definha...

Cresça, em redor de nós, a onda brava e daninha, Do temeroso mar das dúvidas, tristonho, E andaremos, na fé, de semblante risonho, Como quem bebe o mosto aromado da vinha.

A fé em si resume a magia suprema De nos levar, do anseio atroz da hora extrema Da vida, a um porto aberto, às regiões mais calmas... Esvelta caravela, a fé, abrindo os panos,

Através da amplidão dos largos oceanos, Busca o consolo e a paz para todas as almas.

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