Feliz quem pela fé, sem vacilar, caminha,
Seja-lhe o próprio mundo um deserto medonho.
Temos na fé sublime a luz do nosso sonho,
E nenhum coração diante dela definha...
Cresça, em redor de nós, a onda brava e daninha,
Do temeroso mar das dúvidas, tristonho,
E andaremos, na fé, de semblante risonho,
Como quem bebe o mosto aromado da vinha.
A fé em si resume a magia suprema
De nos levar, do anseio atroz da hora extrema
Da vida, a um porto aberto, às regiões mais calmas...
Esvelta caravela, a fé, abrindo os panos,
Através da amplidão dos largos oceanos,
Busca o consolo e a paz para todas as almas.