Sem a flâmula verde da esperança,
Ninguém procure viajar, ninguém!
Onde não há o azeite da bonança,
Todas as vagas mil soluços têm.
Sem a flâmula verde da esperança,
Quem poderá seguir rumos do Além?
Ou, quem nada espera, nada alcança:
Lembra, no fim da vida, Pedro Cem.
Sem essa verde flâmula no cimo
Da montanha da vida, qual o arrimo
A tantas aflições, tantos cansaços?
Sem a flâmula verde da esperança,
Ninguém, na vida, nem sequer alcança
O que sente agarrado aos próprios braços.