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1865–1927

A esperança

Juvêncio de Araújo Figueredo

Sem a flâmula verde da esperança, Ninguém procure viajar, ninguém! Onde não há o azeite da bonança, Todas as vagas mil soluços têm.

Sem a flâmula verde da esperança, Quem poderá seguir rumos do Além? Ou, quem nada espera, nada alcança: Lembra, no fim da vida, Pedro Cem.

Sem essa verde flâmula no cimo Da montanha da vida, qual o arrimo A tantas aflições, tantos cansaços? Sem a flâmula verde da esperança,

Ninguém, na vida, nem sequer alcança O que sente agarrado aos próprios braços.

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A esperança · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove