Tão doente que estás, ó minha ovelha casta!
E é por isso que os meus olhos, seguidamente,
Vivem roxos de mágoa, em cujo mar se arrasta
Todo o meu coração tão triste e descontente!
E a causa desse mal que o teu corpo devasta
Dizei-me, lindo abril! E vós, água corrente!
E vós, marés de lua! Ah! mas isto não basta:
Pergunto a mim também porque vives doente.
Ah! como tenho na alma um grande sofrimento,
Mais rugidor até que um temporal violento
Que passasse a varrer meu sonho multicor!
Mas, estático fico, ante a idéia sublime
De que na dor tua alma humilde se redime...
Entretanto eu quisera, ó filha, a tua dor!