Skip to content
1865–1927

A dor

Juvêncio de Araújo Figueredo

Tão doente que estás, ó minha ovelha casta! E é por isso que os meus olhos, seguidamente, Vivem roxos de mágoa, em cujo mar se arrasta Todo o meu coração tão triste e descontente!

E a causa desse mal que o teu corpo devasta Dizei-me, lindo abril! E vós, água corrente! E vós, marés de lua! Ah! mas isto não basta: Pergunto a mim também porque vives doente.

Ah! como tenho na alma um grande sofrimento, Mais rugidor até que um temporal violento Que passasse a varrer meu sonho multicor! Mas, estático fico, ante a idéia sublime

De que na dor tua alma humilde se redime... Entretanto eu quisera, ó filha, a tua dor!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
A dor · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove