— Eis o emotivo fim de uma pequena história:
O Agostinho, ao morrer de febre de sezões,
Disse à pobre mulher: — “Não percas da memória
O que vou te pedir, nas minhas orações.
Se desejas que eu vá para a suprema glória,
Dá a minha coberta ao Paulo dos Lanchões;
E uma vela de cera à Virgem da Vitória,
Prometida num dia inteiro de aflições”.
Mas como o Paulo fosse um mísero sujeito,
E nunca fosse à igreja orar, por tal respeito
Deram toda a coberta ao rapaz das Sabinas.
E está nisso a razão que faz o Paulo, agora,
Errar por essa estiada e pelo mar afora,
Ocultando a nudez na gaze das neblinas.