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1865–1927

A coberta d’alma

Juvêncio de Araújo Figueredo

— Eis o emotivo fim de uma pequena história: O Agostinho, ao morrer de febre de sezões, Disse à pobre mulher: — “Não percas da memória O que vou te pedir, nas minhas orações.

Se desejas que eu vá para a suprema glória, Dá a minha coberta ao Paulo dos Lanchões; E uma vela de cera à Virgem da Vitória, Prometida num dia inteiro de aflições”.

Mas como o Paulo fosse um mísero sujeito, E nunca fosse à igreja orar, por tal respeito Deram toda a coberta ao rapaz das Sabinas. E está nisso a razão que faz o Paulo, agora,

Errar por essa estiada e pelo mar afora, Ocultando a nudez na gaze das neblinas.

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