A avozinha lá vai pela Praia do Meio,
Sacudindo a cabeça e as ancas sacudindo.
E sacode, por certo, o coração num seio
Ainda muito feliz, ainda em flores se abrindo...
Não receia do corpo o brusco bamboleio,
Vá, embora, de quando em vez ao chão caindo.
É que a domina um nobre e vigoroso anseio,
Apesar da cabeça em neve, reluzindo...
E quando chega a casa e a um canto o xale arruma,
Numa satisfação que a encanta, comovida,
(E nem outra talvez maior glória resuma)
A avozinha depara, alegre e enternecida,
Com dois netos a rir, ambos à espera duma
Bênção de amor, bênção feliz, bênção de vida!