A alma que é justa, quando sobe ao Empíreo,
Veste as alvas dalmáticas da lua,
E é mais leve do que do branco lírio
O aroma que no zéfiro flutua.
Se sofreu os espinhos do martírio,
Como se andasse sobre espinhos, nua;
Se andou atrás das ânsias, em delírio,
Ei-la subindo a sacrossanta Rua...
Ei-la do pó do frio chão despida...
Ei-la, portanto, na suprema vida,
Que é a dos seres bem-aventurados;
Dos que na terra andaram de joelhos,
Lendo e cumprindo os Santos Evangelhos,
Com os braços no Amor crucificados.