A que parece que jamais se apaga,
A que dentro de nós toda irradia.
Maravilhosa — e que nos embriaga,
Essa é a mais santa e límpida alegria.
É o azeite por cima de uma vaga
Encapelada, em plena ventania.
E, toda exuberante, à luz que afaga,
Como a que vem da fluidez do dia.
Nem sabe a alma humana compreendê-la;
Nem sabe de onde vem — se de uma estrela,
Se do sol, se do além, do firmamento;
Se de si mesma, noutras existências,
Ou desta, nas douradas florescências;
Ou se é a ilusão do próprio pensamento.