Skip to content
1865–1927

A alegria

Juvêncio de Araújo Figueredo

A que parece que jamais se apaga, A que dentro de nós toda irradia. Maravilhosa — e que nos embriaga, Essa é a mais santa e límpida alegria.

É o azeite por cima de uma vaga Encapelada, em plena ventania. E, toda exuberante, à luz que afaga, Como a que vem da fluidez do dia.

Nem sabe a alma humana compreendê-la; Nem sabe de onde vem — se de uma estrela, Se do sol, se do além, do firmamento; Se de si mesma, noutras existências,

Ou desta, nas douradas florescências; Ou se é a ilusão do próprio pensamento.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
A alegria · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove