No gozo do direito
Que a lei fundamental lhe bem garante
Pacífico sujeito
Da justiça tem sido sempre amante.
Foi vítima de afrontas
De um alto funcionário deste Império,
Resolve tomar contas
E obter a punição do vitupério.
No tribunal supremo
Aparece uma queixa comprovada,
Mas decerto não temo
Ver condenado réu naquela alçada.
Perdoe-se o paralelo,
Se comparo o queixoso a um simples bobo;
Foi por demais singelo
Supondo que matasse o lobo ao lobo.
Quem ainda acredita
Na eficácia das leis contra os magnates,
Soldado sem guarita
Exponha-se o da pulha aos disparates.
Engrossem-se as fileiras
Dos esquadrões valentes da estultícia,
Tremulem as bandeiras
De sua universal forte milícia.